O que não pode faltar em um logo de fotografia?


Neste texto quero falar sobre o que está por trás da criação de um logo de fotografia. Você precisa saber que existem muitos aspectos que envolvem a parte criativa.
Quem não compreende isso toma a decisão de pagar U$ 10 para algum desconhecido do outro lado do mundo para que essa pessoa crie a identidade visual do fotógrafo.
E depois não entendemos o motivo de não termos gostado da criação. O resultado você já sabe: pedimos 20 alterações até que no fim percebemos que criamos um monstro junto com a pessoa que está desenvolvendo o logo de fotografia.
Para você não cair nesta mais, eu quero te falar de alguns detalhes importantes que estão por trás da criação do logo de fotografia:
  • Identidade
  • Cores
  • Elementos
  • Tipologia na fotografia
Além disso, quero esclarecer algumas questões, como:
  • Logo de fotografia grátis
  • Quando o fotógrafo decide criar sua própria logo
Segundo a American Marketing Association (AMA), marca é um “nome, termo, sinal, símbolo, desenho, ou uma combinação de tudo isso, destinado a identificar os produtos ou serviços de um fornecedor para diferenciá-los de seus concorrentes”.
O logo é uma representação gráfica dos valores e dos principais atributos de uma empresa. Só por aqui você já consegue ver a importância de criar algo bem feito, não é?

Identidade de um fotógrafo profissional

Identidade é aquilo que você é. Imagem é aquilo que você transmite ao seu cliente. Todo fotógrafo tem uma identidade, mesmo que ela não esteja tão perceptível aos olhos do cliente.
Antes de pensar em criar um logo de fotografia, reflita sobre qual é a sua identidade como fotógrafo. Por que você fotografa? Você acha que as pessoas estão atrás de alguém para “tirar retrato”, ou estão atrás de alguém que venda experiência?
Veja este vídeo muito bacana que mostra como é o posicionamento da Apple. Você vai perceber que é muito mais importante mostrar ao seu cliente o por quê você fotografa, do que simplesmente fazer uma publicidade mostrando o quê você fotografa.

Cores no logo de fotografia


Não preciso entrar em muitos detalhes sobre cores. Afinal você é um fotógrafo profissional e já deve entender muito bem sobre o assunto.
O Diretor de Arte que irá criar o logo precisa entender muito bem disso. Afinal, o que se quer ser transmitido com a utilização daquela cor?
Se você é um fotógrafo que trabalha apenas com Newborn, acredito que não utilizaria cores como roxo escuro com preto, por exemplo. E por quê? Simples: as cores refletem o seu posicionamento.
Fazer fotografia de recém nascidos é algo leve, sutil. E as cores precisam muito bem representar essa leveza.
Mas alguns fotógrafos podem ter a seguinte dúvida: “Estou começando agora na profissão. Como vou usar cores para criar meu logo de fotografia, se eu não tenho um público alvo na fotografia bem definido?“
Nesse caso eu te diria para explicar isso ao Diretor de arte que vai criar o logo. Ele pode trabalhar uma cor que não seja tão “específica” para um tipo de segmento dentro da fotografia.

Elementos

A criação de algum elemento de marca pode ser interessante. Mas tome cuidado para não criar algo muito clichê. Quando você contrata um profissional pouco experiente, ele provavelmente nem irá conversar com você de forma mais profunda.
Muitos simplesmente pegam o nome do fotógrafo e criam alguma coisa com a imagem de uma câmera. Não estou dizendo que isso é ruim, mas pode acabar ficando. Tome cuidado com esses clichês.
Vejam os exemplos abaixo de dois logos que o Fotografia Mais criou. Foram utilizados elementos da Fotografia, mas de forma sutil, sem necessariamente desenhar uma câmera gigante no logo:

Tipologia na fotografia:

É importante vocês saberem que existem dois tipos de tipologia:
Fonte Serifada
Como criar um logo de fotografia


A serifa são essas “bordas” que existem na fonte.
Transmite características sofisticadas, clássicas e tradicionais.
Se aplica em livros, títulos, layouts sofisticados.
Fonte sem serifa (imagem)
Como criar um logo de fotografia


Um pouco mais suave.
Projetos online, apps, portfolio.
Mais clean, eclética, suave, leve.
Texto corrido muito longo.

Não estou querendo dizer que as características acima são regras a serem seguidas rigorosamente. Mas é importante você ter uma noção disso.
Já pensou se você utilizasse a fonte “Times New Roman” em todo o seu site? Provavelmente você não saberia porque os leitores se cansam dos seus textos. O motivo poderia estar apenas na fonte utilizada.
Além dessas características que eu já falei acima, e que são fundamentais para a criação de um bom logo de fotografia, gostaria de alertar a vocês sobre duas coisas:

Logo de fotografia grátis

Como eu trabalho com Consultoria de Marketing para fotógrafos, minha recomendação é: fuja da criação de logo de fotografia grátis. Acredito que agora você esteja me perguntando o motivo.
Sei que isso é feio, mas vou te responder com uma pergunta, e tenho certeza que você vai entender: você buscaria no mercado um fotógrafo que fizesse seu casamento de graça?
Se sim, você mesmo está desvalorizando sua própria profissão, além de correr um grande risco com a qualidade do trabalho.
Mas se você estiver apertado financeiramente, não precisa pagar 10 mil reais para criar um logo. Procure por um Diretor de Arte e tente oferecer alguma permuta pra ele. Se você não conseguir, nós podemos te ajudar. Somos especialistas em criação de logo de fotografia.

Quando o fotógrafo decide criar o seu próprio logo

Bom. A não ser que o fotógrafo seja também um bom Diretor de Arte, o meu conselho é: não faça isso. Não entre nos tutoriais do youtube para ver vídeos sobre “como criar sua própria logo”
Sendo 100% sincero, o trabalho pode ficar muito ruim. E isso irá refletir de forma muito negativa para os seus clientes.
Agora que você já sabe que precisa de um profissional capacitado para criar seu logo.

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Histograma na Fotografia: O Que é, Como Usar e Interpretar o Gráfico

histograma na fotografia é um componente essencial para ter um bom resultado final nas suas fotos.
Existem momentos em que você busca tirar fotos em tons mais claros ou mais escuros e, em alguns casos, o resultado não sai muito bem como você quer. Para deixar essa tarefa mais simples, você precisa conhecer e fazer uso do histograma.
Dessa forma, fica fácil identificar os pontos de luminosidade da sua imagem e conseguir um ótimo resultado final. Isso acontece, principalmente, porque o visor da sua câmera não reproduz a qualidade exata da imagem que está sendo capturada.
Assim, você pode pensar que ela está de um jeito e perceber depois que estava de outro.

Então, é fundamental que você conheça o histograma, a fim de aprimorar o resultado final das suas fotografias.

Índice

  1. O que é o histograma na fotografia?
  2. Para que serve o histograma fotográfico?
  3. Como o histograma deve ser?
  4. Entendendo o histograma da fotografia
  5. Conclusão 
Confira agora tudo o que você precisa saber sobre histograma na fotografia:

O que é o histograma na fotografia?

histograma na fotografia
O que é o histograma na fotografia?
O histograma na fotografia é fundamental tanto no momento em que for fazer a foto quanto na hora da pós produção das suas imagens. Ele nada mais é do que um gráfico que quantifica a luminosidade de uma fotografia. Com isso, ele ajuda você a achar a melhor exposição para a sua foto.
Normalmente, os visores das câmeras fotográficas possuem uma qualidade baixa, fazendo com que a imagem fique compactada. Então, por conta disso, você é capaz de ver uma qualidade que não é real. Por diversas vezes, você pode pensar que o seu clique está ótimo, sendo que pode existir um excesso ou uma falta de luminosidade.
E é nesse fator que o histograma entra. Com ele, você pode facilmente corrigir esse problema, além de medir os tons de cinza e saber qual é o tipo de luz (suave ou dura).
No entanto, não pense que há um histograma na fotografia que seja o ideal a ser seguido, pois não há. Isso acontece porque algumas fotos podem ter a predominância de tons médios (Avarage Key), tons claros (High Key) ou tons escuros (Low Key), por exemplo, o que muda a leitura do gráfico.
Assim, no lado direito do histograma na fotografia você encontra as áreas claras, no meio, os tons médios e, no lado esquerdo, os tons escuros.

Como visualizar o histograma da foto?

Diversas câmeras fotográficas compactas não possuem a opção de visualizar o histograma. No entanto, é possível vê-lo na maioria das câmeras manuais.
Já nas câmeras digitais, esse gráfico pode ser acessado em “mais informações” sobre a imagem que foi capturada. No momento da pós produção, você consegue encontrar essa opção na janela “histograma / histogram”.
Para entender melhor sobre o histograma na fotografia, você pode pensar em uma cadeia de montanhas com picos de diversos tamanhos, envolta por um retângulo.
Horizontalmente, existem 256 tons de luminosidade no gráfico. Assim, a sua leitura é realizada da esquerda para a direita. O zero significa a cor preta e, quanto maior o número for, mais ela tende para tons claros. Dessa forma, os tons mais escuros ficam entre os números 0 e 127 e os tons mais claros, entre 128 e 255.
Com isso, depois de identificar o gráfico e conhecer suas variações, você precisa saber interpretá-lo. Então, continue a leitura desse artigo e descubra como fazer isso:

Como interpretar o histograma da foto?

Muitas pessoas acham que realizar a leitura de um histograma é difícil, porém, é muito mais fácil do que você imagina. Isso acontece porque o gráfico mostra para você a quantidade de sombra e luz que a sua foto tem. Simples assim.
Do lado direito, você encontra a quantidade de pontos claros (brancos). Do lado esquerdo, por sua vez, você encontra a quantidade de pixels totalmente escuros (pretos) e, no meio, o tons de cinza.
Como as máquinas fotográficas evitam capturar fotos muito claras ou muito escuras, a tendência é que suas imagens possuam um histograma mais mediano.
Porém, também não ache que todas as suas fotos vão possuir um histograma que se pareça como uma montanha no meio. Apenas saiba que essa é o que as câmeras costumam procurar.
Geralmente, é essa a luminosidade que ela vai entender como correta no modo manual e a que ela vai procurar quando você estiver usando-a no modo automático.
Independente do momento e da ocasião, se você estiver em um ambiente com tons mais claros, por exemplo, é importante que você cheque o seu gráfico para entender se tudo está realmente certo com a sua foto, se há um excesso ou falta de luz, a fim de ter o melhor resultado final possível.

Para que serve o histograma fotográfico?


Para que serve o histograma fotográfico?
Um histograma na fotografia tem diversas funções e pode ajudar você a obter fotos incríveis. Então, é muito importante que você entenda a sua importância e comece a usá-lo.
Confira quais são os seus maiores benefícios a seguir:

Corrigir erros

Ao usar o histograma para fotografia, você é capaz de corrigir os erros de luminosidade na sua foto. Dessa forma, suas imagens passam a correr menos risco de ficarem superexpostas ou escuras.
Tudo o que você precisa fazer é observar o gráfico, usando-o a seu favor.

Medir os tons de cinza

Por quantificar a luminosidade da sua imagem, você pode usar o histograma para medir os tons de cinza que a sua câmera está capturando. Quanto mais no meio do retângulo o pico do seu gráfico estiver, mais tons de cinza a sua imagem terá.
Então, se o seu objetivo é ter imagens mais claras ou mais escuras, não esqueça de verificar o histograma.

Verificar o tipo de luz

Com o histograma na fotografia também é possível verificar o tipo de luz que está incidindo sobre a sua cena.
Assim, fica fácil saber se é uma luz dura ou uma luz suave.

Como o histograma deve ser?


Como o histograma deve ser?
Não existe um tipo de gráfico ideal para um histograma na fotografia. Diferente do que muitas pessoas pensam, seu gráfico não precisa ficar equilibrado para que você capture uma boa foto.
Por exemplo, se você fotografar um cachorro branco, você observará mais informações no lado direito do gráfico, já que haverá mais tons claros na sua imagem. Por outro lado, se você clicar um por do sol em uma floresta, provavelmente as informações do seu histograma estarão concentradas do lado esquerdo do gráfico.
Ou seja, não existe certo ou errado na exposição. Tudo que o gráfico faz é mostrar para você o que está aparecendo na imagem.

Entendendo o histograma da fotografia

histograma na fotografia

Histograma RGB

O histograma RBG é um tipo de gráfico que é bastante utilizado. Para interpretá-lo da forma correta, você precisa perceber corretamente a composição da sua imagem. Esta é composta por pixels, sendo estes que evidenciam tanto as áreas escuras quanto as claras da fotografia.
Assim, o histograma RGB mostra para você a imagem dentro de um gráfico, onde há os eixos x (representa os tons da foto) e y (representa a quantidade de pixels da foto).
Além disso, é importante que você saiba que os pixels também possuem escalas. A primeira delas vai de 0 a 255, onde 0 mostra que a imagem está muito escura e 255, que ela está clara.
A outra escala RGB mostra o nível do cinza médio que é evidenciado quando o gráfico atinge o ponto 127.

Histograma de luminância

Também existe o histograma de luminância. Este, por sua vez, é menos usado do que o de RGB. No entanto, muitos fotógrafos acham que ele é mais preciso na hora de quantificar a luminosidade de uma determinada fotografia.
Ele nada mais é do que uma tabela formada por retângulos. Em um dos seus lados, há o posicionamento da cor azul, ao passo que as outras cores vão se transformando na cor verde.
Para conseguir entender esse tipo de gráfico da forma correta, você precisa converter todos os pixels da foto em luminosidade. Assim, cada cor do pixel acaba recebendo uma nota percentual, sendo que o azul possui 11% de luminosidade, o vermelho 30% e o verde 50%.
Com isso, após converter tais cores para o histograma de luminosidade, você é capaz de saber qual é a quantidade de cada cor na sua imagem. Processo que é bem semelhante à análise de pixels.

Imagens Low Key e High Key

Uma imagem High Key é aquela onde existe a predominância de cores claras. Já a Low Key, a de cores escuras. Assim, ao clicar uma cena que está sob efeito de uma luz forte sem que o fotógrafo tenha a pretensão de escurecê-la, contará com um gráfico High Key, possuindo mais pixels concentrados do meio para a direita.
Em contrapartida, as fotos Low Key, são marcadas pela presença de tons escuros, fazendo com que os pixels no gráfico se concentrem do lado esquerdo.
Grande parte das câmeras fotográficas hoje em dia aceita melhor o histograma Low Key, já que nesses casos evita-se o excesso de luminosidade na foto. E isso acontece mesmo com a existência de várias partes escuras na imagem.
Isso já não acontece em histogramas de fotografias High Key, já que ele está sempre muito claro. Além disso, é importante que você preste muito atenção para não confundir uma imagem High Key com uma superexposta ou estourada.
Alguns profissionais encontram mais facilidade em trabalhar com uma foto predominantemente escura, que não possui exposição de tons claros. Isso se dá porque os programas de pós produção não são capazes de recuperar imagens que estão estouradas ou que possuem muita claridade.

Conclusão


O histograma na fotografia é um gráfico que mostra as informações de luminosidade da sua foto. Ou seja, se ela estiver muito clara, o seu gráfico estará concentrado do lado direto e, se ela estiver muito escura, do lado esquerdo.
Apesar de existirem diferentes tipos de histogramas, como o RGB e o de luminância, não existe aquele que é o ideal ou o correto a ser seguido. Isso se dá pela variação de luz dependendo da imagem, que pode ter tons escuros (Low Key), tons médios (Avarage Key) ou tons claros (High Key).
Você pode acessar esse gráfico tanto na sua câmera quanto no seu software de pós edição.
Fazer uso de um histograma pode apresentar diversos benefícios para você, como:
  • Corrigir erros;
  • Medir os tons de cinza;
  • Verificar o tipo de luz.
Além disso, diferente do que algumas pessoas pensam, não existe um tipo de gráfico ideal para um histograma na fotografia. Ou seja, não precisa haver um equilíbrio no seu resultado. Tudo vai depender de qual é o seu objetivo ao clicar o seu assunto.
Neste artigo, você encontrou tudo o que precisava saber sobre histograma na fotografia. Agora, é só se inspirar, configurar o seu equipamento e começar a clicar!
Quer aprender mais sobre fotografia e continuar aprimorando seu trabalho? Acompanhe nosso blog! Sempre trazemos novidades da área, as melhores dicas e guias completos para você!

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Direção de Modelos : Diretrizes Básicas para uma Sessão Fotográficas de Sucesso


Uma direção de modelos adequada pode fazer uma grande diferença no resultado final da sessão!
Independente do nicho de mercado no qual você trabalha, já deve ter se deparado com a necessidade de fotografar uma pessoa.
O ser humano é, afinal, um dos assuntos mais populares na fotografia – e em inúmeros outros tipos de expressões artísticas.
No entanto, nem tudo em uma sessão de sucesso depende de você. Seu modelo precisa entender o objetivo da sessão, saber quais são os melhores ângulos e usar a iluminação a seu favor.
Para garantir que isso aconteça, você precisará aprender sobre direção de modelos!

Fotografar vs Dirigir Modelos

A direção de modelos pode acabar sendo um desafio bem maior do que você espera. Especialmente se você nunca fez isso antes. Isso porque existem bem mais coisas para se preocupar do que a composição.
Lidando com pessoas, não tem jeito: é preciso ter atenção redobrada. Você precisa manter seu modelo motivado e confortável. Precisa dar feedback construtivo sem soar descontente.

Diretrizes Básicas para Direção de Modelos: Dicas de Como Fazer



Primeiramente, na direção de modelos, o preparo é a chave. Quanto melhor você fizer sua lição de casa sobre a sessão, mais fácil será direcioná-la.
Outra regra de ouro é a empatia. Lembre-se que você está lidando com outra pessoa. Faça com que seu modelo se sinta seguro com você, ouvido e compreendido. Isso faz toda a diferença!
Agora, veja as dicas incríveis que separamos para ajudar você nesse desafio:

O que Fazer Antes de Começar a Sessão

Antes de mais nada, você precisará entender os objetivos da sessão e se preparar para ela. Para isso, considere:
  • Onde as fotos serão utilizadas;
  • Qual é a temática da sessão;
  • Qual é a estética que você planeja alcançar;
  • Quais são suas referências para essa sessão;
  • Que tipo de poses você gostaria de fotografar.
Esses fatores vão dizer muito sobre como fazer a direção de modelos. Nossa dica é: pesquise, sempre. Você deve chegar à sessão armado de:
  • Um objetivo e conceito;
  • Um guia de poses;
  • Algumas imagens de referência;

Faça um Briefing com o Modelo

Agora você já tem todas as ideias que precisa para sua sessão! Isso é ótimo. No entanto, seu modelo não tem como saber quais são seus objetivos se você não os transmitir corretamente.
Por isso, é essencial se sentar com o modelo e conversar sobre o que é esperado dele antes de começar.
No briefing, seu modelo precisa ser informado sobre:
  • O conceito da sessão: crie um personagem para que ele interprete;
  • O objetivo da sessão: seu modelo precisa saber se seu objetivo é vender algo, criar uma imagem conceitual ou fotografia artística;
  • Poses de referência: mostre algumas poses ou fotografias que você gostaria de tentar.

Preocupe-se com o Bem Estar do Modelo

Durante essa conversa inicial – e em todo o resto da sessão – é importantíssimo fazer com que seu modelo se sinta confortável, seguro e bem. Para isso, a boa comunicação é fundamental.
Lembre-se, por exemplo, de perguntar para o modelo durante o briefing se ele se sente confortável com a estética, objetivos e poses sugeridas para a sessão. Reforce que, se tiver qualquer problema, ele pode falar com você.
Não esqueça de fazer pausas para que o modelo possa beber água, principalmente nas sessões mais dinâmicas e agitadas.

Dê Orientação e Feedback Constantes aos Modelos

Voltamos a bater no ponto da importância da comunicação. Se seu modelo não está seguindo o briefing inicial, ou se ele pode fazer algo para melhorar os resultados, ele precisa saber.
É claro, é preciso falar de maneira delicada e construtiva. Procure sorrir ao olhar para o resultado dos quadros na tela da câmera, mesmo que não seja o que você esperava.
A seguir, peça para que o modelo faça algo diferente e dê algumas sugestões. Para conseguir ótimas imagens, é fundamental que o seu modelo se mantenha motivado e confiante durante a sessão.
Não esqueça, também, de fazer elogios quando a sessão estiver caminhando na direção correta!

Direção do Olhar e da Expressão do Rosto do Modelo


Um problema muito comum na direção de modelos, em especial quando falamos de modelos amadores, é a direção do olhar e expressão do rosto.
No geral, as pessoas estão acostumadas a fazer apenas duas coisas: olhar para a câmera e sorrir. Por isso, pode ser que você precise orientar seu modelo, a fim de conseguir quadros mais variados.
Olhar além da câmera, para cima ou para os lados pode criar resultados interessantes e diferentes.
Quanto às expressões, você pode criar situações para inspirar seu modelo. Por exemplo, peça para que ele imagine alguém de quem tem saudades, ou pense em um lugar que gostaria de ir.

Direção dos Membros


“E o que eu faço com os braços?”
Certamente, você já ouviu esse questionamento várias vezes durante as sessões. Essa é uma das maiores dificuldades na direção de modelos inexperientes.
Aqui, o guia de poses pode ajudar muito. Mostre algumas opções para o seu modelo. Veja também algumas regras gerais sobre o que evitar:
  • Joelhos ou cotovelos apontados diretamente para a câmera: sugira que o modelo os aponte para os lados;
  • Peso totalmente apoiado em um dos braços: isso faz com que o membro fique hiperextendido, gerando resultados estranhos na foto;
  • Pés com toda a sola no chão em poses deitadas: especialmente nos ensaios femininos, sugira que a modelo apoie apenas as pontas dos pés;
  • Atenção aos dedos das mãos: dependendo do posicionamento, eles podem conferir delicadeza para a imagem. Caso estejam completamente retos ou tensos, a pose não ficará natural.

Direção e Posições da Cabeça

Na era das selfies, todo mundo já conhece seu melhor ângulo. No entanto, não deixe que ele seja o único retratado na sessão.
Para conseguir variedade nos quadros, uma das orientações mais importantes da direção de modelos é referente ao posicionamento da cabeça.
Em geral, sugira que o modelo vire o rosto para a direção da principal fonte de iluminação. Procure retratar todas as partes do rosto em diferentes fotografias.
Veja o que você deve evitar:
  • Ombros tensionados tendem a fazer com que o pescoço suma: peça para o seu modelo relaxar;
  • A cabeça baixa costuma a gerar sombras indesejáveis ou até mesmo dobras no pescoço e papada;
  • Cuidado com os ângulos muito extremos, que podem distorcer as feições do modelo ou tornar a foto artificial.

Avalie seu Humor

Todos nós já passamos por dias particularmente frustrantes no trabalho. É verdade, muitas vezes é difícil manter o bom humor, por inúmeros motivos.
E, como todo mundo, você tem o direito de se sentir bravo ou cansado. No entanto, não é de bom tom deixar que isso interfira na sua direção de modelos.
Sempre tenha certeza de que você está falando e agindo de maneira gentil e positiva. Se sentir que não pode fazer isso, talvez seja melhor encerrar a sessão ou fazer uma pausa.

Como Superar Dificuldades Quando o Modelo não Atende o que Você Pede

Mesmo tomando todas as precauções, é possível que as coisas simplesmente não estejam dando certo naquela sessão. Essas coisas acontecem.
Quando sua direção de modelo não estiver surtindo resultados, lembre-se que, no geral, existem dois motivos possíveis para isso:
  • O modelo não entendeu o que você explicou;
  • O modelo não quer ou não se sente confortável para fazer o que você explicou.
Em ambos os casos, vale à pena sentar e conversar. Muitas vezes, os modelos se sentem inseguros para tirar dúvidas ou expressar que não concordam ou não gostariam de fazer algo.
Veja um pequeno roteiro para tentar resolver a questão:
“Vamos fazer uma pausa? Eu notei que você está tendo dificuldades com certa pose, tem algo de errado ou você ficou com alguma dúvida? Se você se sentir desconfortável ou incomodado, é só me falar.”
Caso o problema seja desconforto com uma pose ou tipo de pose, talvez vocês possam escolher uma nova opção juntos no guia que você levou.

Faça Pausas Regulares nas Sessões Fotográficas ao Longo do Dia



Ser fotógrafo é muito cansativo, não é mesmo? Ser modelo também! Por isso, para garantir que a direção de modelos continue efetiva durante toda a sessão, é preciso fazer pausas.
Um modelo que está com sede, precisa ir ao banheiro ou está começando a sentir dor nos pés nunca conseguirá apresentar sua melhor performance possível.
Por isso é muito importante garantir o conforto e bem-estar dos modelos a todo momento.

Inspire-se em Referências de Outros Fotógrafos

O guia de poses não é a única referência que pode ajudar você. Muitas vezes, mostrar o trabalho de outros fotógrafos para o seu modelo o ajuda a entender a direção da sessão.
Sempre esteja atento ao trabalho dos seus colegas de profissão. Essa é uma ótima forma de se inspirar, aprender novas técnicas e encontrar seu estilo próprio.

Cuidados e Pontos de Atenção na Direção de Modelos Abaixo de 18 anos

Hoje, é extremamente comum que famílias contratem sessões infantis ou books fotográficos de 15 anos para seus filhos.
Por isso, vale ressaltar que alguns cuidados especiais são necessários ao fotografar crianças e adolescentes:
  • Muita paciência na direção de modelos. Nem sempre as crianças fazem o que você pede, e tudo bem!
  • Crianças se cansam mais rápido. Elas precisam de pausas mais frequentes que modelos adultos.
  • A sessão precisa ser divertida. Crie histórias e brincadeiras para fazer suas sugestões na direção de modelos.
  • Crianças não possuem o mesmo equilíbrio e coordenação motora que adultos. Lembre-se disso e evite sugerir poses complicadas demais ou que causem desconforto.
  • Não é preciso nem falar, mas ao fotografar adolescentes, fique longe de poses sugestivas, sensuais ou inapropriadas. Mesmo que o modelo tenha 17 ou 18 anos e as faça espontaneamente.
  • Não faça sessões infantis ou adolescentes sem que o responsável esteja presente.

O que Fazer quando o Modelo Quer levar Acompanhante

Nas sessões com modelos com menos de 18 anos, você sabe que o acompanhante é obrigatório. Mas existem muitos adultos que levam alguém para as sessões.
É importante que seu estúdio conte com uma área confortável para que o acompanhante se sente. Não esqueça de oferecer algo – água ou café, por exemplo. Outra dica é disponibilizar uma rede wi-fi gratuita para amenizar a espera.
Porém, se a sessão fotográfica é no cliente final, isso deve ser devidamente conversado antes com o modelo – talvez o convidado não terá permissão de acesso.

O que Fazer Depois do Ensaio


epois do ensaio, é importante mostrar algumas fotos para o modelo. Ele certamente ficará feliz em ver que você gostou do resultado.
Sempre pergunte se existe algo mais que você possa fazer por ele, ou alguma pose que ele gostaria de tentar antes de terminar.
Dessa forma, você demonstra que seu modelo também tem controle criativo sobre o conteúdo criado.

Conclusão: Sucesso na Direção de Modelos e Poses

A direção de modelos pode ser mais difícil do que parece à primeira vista. No entanto, você certamente conseguirá resultados incríveis! Basta se preparar cuidadosamente!
Veja os itens mais importantes para considerar ao realizar a direção de modelos:
  • Seja claro, transparente e gentil;
  • Mostre para seu modelo que ele pode se sentir seguro e expressar suas opiniões sobre a sessão;
  • Faça sua lição de casa: saiba exatamente o resultado que você espera da sessão;
  • Vá armado de muitas referências e permita que o modelo faça sugestões;
  • Seja empático e ofereça feedback constante;
  • Faça pausas e preze pelo bem-estar do modelo.
Agora, você já está pronto para realizar uma direção de modelos profissional nas suas sessões!
fonte: fotografiamais.com.br 

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A FOTOGRAFIA DE MODA E O COMPORTAMENTO HUMANO